BREKGROUND: REVIEWS

 

 
 
Dos mesmos produtores de Ghost Recon, Naruto R.O.A.N., Splinter Cell e demais títulos de sucesso, a Ubisoft, nos é apresentado Assassins Creed. O jogo conta com uma história nova e irreverente, você encarna no jogo na pele de Desmond Milles, aliais mais precisamente nas memórias do senhor Milles. Desmond tem como seus antepassados um dos assassinos mais temíveis que a terra sagrada ja presenciou, de nome Altair Inb La-Ahad. Desmond se vê preso em um complexo, onde dois cientistas vasculham suas memórias genéticas através dos passos de Altair em 1191. E é nesta perspectiva no qual jogamos e vivenciamos cada memória deste assassino incrível.
 
 
O jogo se passa na região denominada terra santa, reconstruções bem feitas de Jerusalém, Damascus e Acre. Dão total imersão ao game. E nos botam pra viver aquela época. Porém esta imersão é quebrada muito facilmente pela mistura que o jogo trás de passado e futuro. No meio das memórias depois de cada missão muitas vezes o jogo volta para o futuro onde Desmond se encontra. E nos coloca em uma narrativa que cansa, com diálogos extensos e vagos e sem legendas. Parte no qual não podemos pular ou acelerar.
 
Quando nos encontramos na pele de Altair temos como referência principal a jogabilidade, que pode parecer complexa de início devido a quantidade de comandos, porém se torna bem simples com o tempo, não demorando muito para entender como o jogo funciona, inclusive pelo excelente tutorial de abertura que nos deixa a par dos principais comandos.
 
 
A parte mais forte do game fica na parte de escaladas, acrobacias e corridas na qual hoje em dia é denominado como esporte de nome Le Pakour. Esta etapa do game teve um cuidado tremendo e especial. Pois toda e qualquer casa, castelo ou cenário pode ser escalado, podemos pular de casa em casa, fazer saltos incríveis de um lado para o outro e tudo isso de forma tão cinematográfica, que junto as fugas contra os guardas torna o jogo memorável, e digno de qualquer longa-metragem Hollywoodiana. No começo pode parecer meio complicado correr de casa em casa e sobrepujar os obstáculos mas com a prática, rapidamente o jogador toma o jeito da coisa.
 
 
As batalhas são bem feitas, conta com ótimos sistemas de counter, esquivas e combos. E o modelo de batalha feito pela Ubisoft nos permite lutar com mais de 5 pessoas, sem se perder onde esta cada inimigo. A câmera se posiciona estrategicamente em uma angulação acima, e nos da total visão da área de combate em volta de Altair. Altair no início do game se encontra poucas habilidades combativas, mas conforme avança a história as habilidades vão sendo adquiridas.
 
Altair nas cidades não interage perfeitamente só com as casas e obstáculos mas também com as pessoas. É possível esbarrar nelas, ou empurra-las, se esconder no meio delas ou até mesmo fingir esta rezando junto com os monges para passar desapercebido pelos guardas.
 
 
Um exemplo disso seria passar correndo pelos cidadão os empurrando, chamará a atenção dos guardas mais facilmente do que ir se esgueirando pelo povo sem causar tumultuo. O maior problema nesta parte do jogo é que apesar desta interação toda. Os cidadão não possuem uma rotina básica, eles andam ao relé, somente para encher o cenário. Nesta parte do game, Oblivion manda lembranças que apesar das cidades de Oblivion serem menores e menos populosas, os cidadão possuem uma rotina básica e não deixa aquela sensação artificial. Mas este detalhe só chega incomodar aos perfeccionistas, não é algo que comprometa a qualidade do game.
 
 
Mas, infelizmente nem tudo são flores, existe sim um problema no game que compromete sua qualidade, isto se deve a estrutura do jogo que é praticamente formado por investigações que consistem em:
 
*Interrogar
*Roubar
*Escutar conversa dos outros
*Ajudar cidadãos
*Abrir View points(subir nos lugares mais altos)
*Ir até os bureaus (Locais onde ficam os assassins da cidade - seus aliados, tem um em cada cidade)
* E por ultimo matar pessoas indicadas
 
 
Todos estes atos de investigação são fabulosos e realmente deveriam existir, só que no jogo você é obrigado a fazer inúmeras vezes estes atos e estas ações NÃO VARIAM, ou seja se você investigar uma pessoa no jogo é a mesma coisa de ter investigado todas, se você roubar uma pessoa no jogo é a mesma coisa de ter roubado todas e por aí vai. Toda a vez que você tem que fazer algum destes atos acima que é uns 70% a 80% você sente aquela sensação de deja vu. Não custaria anda, ter colocado um sistema de investigação mais variada com roubos em casas, ou roubar uma pessoa que esta indo a cavalo pra outra cidade e etc.. poderiam ter criado algo não rotineiro... Mas não adianta lamentar, continuemos a análise.
 
 
Devido a este problema o jogo se torna demasiadamente cansativo meio pro final. Todas estas ações não variam de pessoa para pessoa que você precisa interrogar ou roubar. Tudo é muito repetido independente da cidade em que você se encontra. E é nesta hora do game, que o jogador apesar de estar jogando um jogo com uma jogabilidade e imersão incrível, pode simplesmente desistir do jogo pelas ações repetitivas. A única parte que não se repete são os assassinatos que variam bastante. Para aqueles que não se abalarem e continuarem com o game o jogo melhora bastante no final devido a história e acontecimentos.
 
 
Os som do game também nos imerge no clima certo, mas poderia ser mais completo. O jogo como desafio extra possui bandeiras espalhadas pelas cidades e reinos, que dão anchivements para quem as coleta. Também existe guardas templários que ao eliminá-los você também ganha anchivements. Mas não passa disso, multiplayer inexistente. E durabilidade bem baixo.
 
 
PONTO FINAL:
O jogo inova pela sua jogabilidade, batalhas e sistema de fugas, todos estes elementos estão excelentemente bem feitos e coesos. Porém, a estrutura do game, no que se diz respeito as investigações, ficou mal estruturada e repetitiva. Mesmo assim é uma experiência única e que vale a pena ser vivida.
 
 
 
 
Nome: Assassin's Creed
Desenvolvedora: Ubisoft Montreal
Distribuidora: Ubisoft
Gênero: Ação
Jogadores: 1
Engine: Scimitar Engine
Lanç. para 360/PS3:: 14/11/07
Lançamento PC: Fevereiro/08
Site Oficial: AC Site
Link de Vídeos: Clique Vídeos!
Gráficos: 90%
Áudio: 80%
Jogabilidade: 95%
Diversão: 70%
Durabilidade: 75%

VALOR FINAL:
82%

A versão para PC do jogo foi adiada para fevereiro de 2008, por este
motivo ainda não foram liberadas
as configurações mínimas e recomendadas para joga-lo.

Obrigado por ler nosso review. Se gostou do nosso trabalho, não deixe de nos indicar aos seus amigos.

Até o presente momento,  pessoas já leram este review...