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Frédéric Chopin é amplamente
conhecido como um dos maiores
compositores de piano do mundo e um
dos pianistas mais importantes da
história. Um grande músico merece um
grande RPG e apesar das falhas de
Eternal Sonata, a Tri-Crescendo
conseguiu com esse transmitir ao
jogador uma grande história digna de
ser jogada por qualquer amante de
RPGs japonêses, sejam eles
iniciantes no gênero ou jogadores
hardcore.
No jogo, Chopin está em seu leito
apenas aguardando a morte por conta
da tubérculose que o aflige. Todo o
jogo se passa na mente de Chopin
como um sonho que ocorre enquanto o
mesmo está inconciente e de uma
mente como a de Chopin qualquer
sonho tinha que ser realmente muito
belo.
Cores
vivas e brilhantes deixam o jogo
muito bonito de se ver!
Ainda
não há uma grande gama de RPGs
japonêses para os consoles da nova
geração, mas a cada novo lançamento
para o gênero vemos o quanto o
mercado ainda pode crescer e inovar
com ótimos jogos. Eternal Sonata é
um jogo de extrema beleza, com cores
vibrantes e um jogo de iluminação
bastante atraente. A tecnologia
Cel-Shaded está em sua melhor forma
no jogo e caiu como uma luva para
deixar o game ainda mais atrativo.
Polka
ainda criança com sua mãe em meio às
flores.
Há
momentos em que o jogador
provavelmente irá para para adimirar
a beleza dos cenários e dos
carismáticos personagens. E
justamente neste momento os
jogadores irão estar diante do
primeiro problema do jogo, em
Eternal Sonata não é possível
rotacionar a câmera para conhecer
cada detalhe do cenário e facilitar
a vida do jogador.
Esse problema não chega a atrapalhar
muito, mas algumas vezes realmente
cansam quando você precisa procurar
um item no chão e tem que andar para
todos os lados quando poderia
utilizar o comando de rotacionar a
câmera para não perder muito tempo.
A
qualidade do Cel-shaded nos
personagens é impressionante!
Voltando à história do jogo, nesse
mundo criado pela mente de Chopin
somos apresentados inicialmente à
Polka. Uma doce jovem garota que tem
a habilidade especial de usar magia,
o que no mundo de Chopin é algo
terrível. Usuários de magia são
pessoas que estão condenadas a
morrer jovem e como se não bastasse
ter uma vida mais curta ainda é
preciso enfrentar o preconceito da
maioria da população que teme estas
pessoas por acharem que é algo
contagioso. O próprio Chopin por
estar morrendo é um usuário de magia
dentro do seu sonho.
O
figurino dos personagens é bem
variado e bonito.
Com o
passar de poucas horas você irá
conhecer outros personagens
interessantes como Allegretto e
Beat, companheiros inseparáveis de
aventuras. Além dos quatro
personagens iniciais com o tempo o
jogador terá uma equipe ainda maior,
mas para a infelicidade da maioria o
limite de personagens na luta é de
apenas 3. Esse sempre foi o limite
de personagens em luta para jogos da
época do PSOne, com a chegado do PS2
fomos nos acostumando a ter até
quatro personagens por luta e é uma
pena que em Eternal Sonata haja o
limite de apenas 3 quando boa parte
do foco da história é entre quatro
personagens.
Frederic no seu leito de morte!
Para
compensar a pouca quantidade de
personagens por luta, o jogo possui
um ótimo sistema de batalha que vai
evoluindo juntamente com os
personagens. No início pode parecer
fácil, mas com o tempo o sistema vai
exigindo cada vez mais do jogador.
Inicialmente quando chega sua vez no
turno há um tempo para se pensar
chamado Tactical Time, assim que o
jogador decidi a melhor estratégia e
começa a se mover uma barra chamada
Action Gauge indica quanto tempo de
ação lhe resta para se mover
livremente pelo cenário ou atacar.
Para se ter uma idéia de como o
sistema de batalha evolui, no início
o Tactical Time é infinito e a
Action Gauge diminui apenas quando
você executa alguma ação como correr
ou atacar, mas depois a Tactical
Gauge passa a ter uma contagem
regressiva lhe dando menos tempo
para pensar e a Action Gauge não
para de diminuir mesmo quando você
estiver parado.
Polka
e Frederic dividem o mesmo destino,
a morte!
Há
dois tipos de ataques, os regulares
que podem ser de curto ou longo
alcance dependendo da arma do
personagem e os ataques especiais.
Ataques regulares fazem com que você
acumule Echoes, uma espécie de bônus
que tornará seu ataque especial
ainda mais forte. Quanto mais
ataques regulares mais Echoes serão
acumulados, estes Echoes não são
individuais, portanto cada
personagem do grupo poderá
contribuir para acumula-los, assim
como o primeiro personagem a
utilizar um golpe especial utilizará
todos os Echoes acumulados. Se o
golpe especial for uma magia de
cura, ela irá curar mais do que o
normal dependendo da quantidade de
Echoes do grupo. Se for um golpe
especial ofensivo, ele ficará ainda
mais forte e destruirá inimigos com
facilidade.
A
galera reunida, com o tempo mais
integrantes entrarão para o grupo!
É
possível ainda defender os golpes
dos inimigos apertando no momento
certo o botão Guard. Se for
apressado e apertar antes, ou se for
lerdo e apertar depois, irá levar o
dano total do golpe. Se conseguir
apertar na hora certa irá sofrer uma
redução no dano recebido. Essa
função é muito importante e pode
tornar tanto uma luta mais fácil
quanto mais difícil. Uma ótima
iniciativa para evitar que o jogador
apenas espere na hora do turno do
inimigo, assim você terá que manter
foco total na hora do seu turno e de
seu adversário.
Outro ponto interessante do sistema
de batalha é a utilização das luz e
das trevas, ambas tem um papel muito
importante no jogo. Os golpes dos
personagens variam de acordo com o
local onde eles estão, há golpes que
só podem ser executados em uma área
com luz e outros que só podem ser
executados na escuridão. Os monstros
também fazem uso desse sistema e
terão golpes distintos dependendo de
onde estiverem, como se não fosse o
suficiente, alguns monstros também
poderão mudar para uma forma mais
forte e assustadora quando estiverem
na escuridão.
Uma
das gêmeas falando com Beat!
Os
montros do jogo são bem detalhados e
adimiraveis, mas infelizmente são em
pequena quantidade. Normalmente em
dungeons ou pelo mundo você acabará
enfrentando repetidamente o mesmo
monstro por algum tempo até avançar
um pouco na história e enfrentar um
tipo de monstro diferente.
Normalmente há apenas dois tipos de
monstro por área, algumas vezes
três, que no início são
interessantes, mas que com o tempo
cansam e você começa a rezar para
passar logo daquele capítulo do jogo
para enfrentar algo diferente.
A
variedade de personagens no grupo é
muito boa!
Falando em capítulos, é assim que o
jogo é dividido e cada capítulo
possui o nome de alguma composição
de Chopin. Entre um capítulo e outro
é mostrado fotos de locais
relacionados à Chopin com uma trilha
sonora de sua composição tocada pelo
pianista Stanislav Bunin e a
explicação sobre a composição e os
momentos históricos da época. A
trilha sonora do jogo, em sua
maioria composta por Motoi Sakuraba,
é simplesmente deslumbrante, os sons
e vozes também estão muito bons, mas
às vezes é uma infelicidade notar
que em um jogo onde a música é tão
importante há diálogos onde não há
sons do ambiente ou músicas, apenas
a fala dos personagens.
Uma novidade bem interessante do
jogo é que você também pode tirar
fotos dos inimigos para mais tarde
vende-las e arrecadar dinheiro. Uma
idéia interessante, mas que foi um
pouco mal executada, pois o valor de
fotos de chefes é muito alto e você
vai acabar tendo mais dinheiro do
que conseguirá gastar.
Pena
que a variedade de inimigos seja
pequena!
Além
da idéia original das fotos, o jogo
também conta com outra novidade em
relação a maioria dos outros RPGs. É
possível jogar com até 3 jogadores
no jogo, assim se você tem irmãos ou
ainda alguns amigos que jogam com
você, eles não precisarão apenas
ficar olhando. Essa jogatina
multiplayer é limitada às batalhas
do jogo, nelas cada jogador pode
controlar 1 ou 2 personagens. Se
houver 2 jogadores, 1 jogador irá
controlar 1 personagem e o outro 2
personagens. Se houve 3 jogadores
cada um controla 1 personagem. Eu
poderia até tentar perdoar a câmera
fixa se fora de batalha aparecessem
também os 3 personagens e cada
jogador controlasse o seu, mas
infelizmente isso só ocorre dentro
das batalhas.
Apesar
de poucos, os inimigos são sempre
bem detalhados!
Eternal Sonata já saiu para o Xbox
360, mas ainda não foi lançado para
o Playstation 3. Ele chegará ao novo
console da Sony em 2008 e contará
com algumas novidades em relação à
versão do Xbox 360. No PS3 você terá
mais dois personagens jogáveis,
Crescendo e Serenade. Além de mais
animações in-game que contam mais da
história do jogo, incrementando-a
com mais diálogos e detalhes.
Os
efeitos especias e de iluminação são
um detalhe a parte!
O jogo
é um pouco curto se compararmos a
outros RPGs japoneses, visto que
dura em média 30 horas na versão
para Xbox 360 e não deve mudar tanto
assim na versão para PS3. Ele é bem
linear e com poucas sidequests, não
tendo uma durabilidade muito grande.
O importante é que é bom enquanto
dura, com personagens carismáticos e
muita aventura. Com certeza vale a
pena ser jogado por fãs do gênero,
mesmo por que ainda não há grandes
ofertas para o gênero nesta nova
geração.
Você
tem que fazer mais do que atacar,
tem que aprender a defender!
PONTOS
POSITIVOS
Gráficos em Cel-Shaded deslumbrantes
Trilha sonora impecável
Personagens carismáticos
PONTOS
NEGATIVOS
Pouca variedade de inimigos por área
Curto, linear e com poucas
sidequests
Câmera é fixa e atrapalha às vezes
PONTO
FINAL
O jogo está longe de ser ruim, assim
como está longe de ser um clássico.
No fim é um bom jogo e garante
várias horas de diversão. Usuários
mais hardcore poderão achar o jogo
simples demais, enquanto que por
este mesmo motivo é um ótimo jogo
para quem está ingressando no
fantástico mundo dos RPGs japoneses.
Se você for um bom viciado em RPG
deverá conseguir detonar este
pagando alguns aluguéis, sem
precisar comprar já que não há muito
o que fazer depois que se termina
pela primeira vez.
O jogo
não é pefeito, mas é um belo jogo!
TRAILER:
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